Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 28/06/2021

Na obra pré-modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o protagonista acredita fielmente que se superados alguns refugiados o Brasil projetar-se-ia ao patamar de nação desenvolvida. Hodiernamente, é provável que o maior Quaresma, em discordância com muitos brasileiros políticos, desejasse pôr fim à exploração irresponsável da natureza e construir um modelo de desenvolvimento sustentável no país. Esse cenario, infelizmente, não pôde ser devido à ganância humana somada ao deficiente cumprimento da legislação.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a revolução industrial foi o estopim para mudanças profundas no meio. O potencial de riqueza até o século XVII era determinado pelo tempo da natureza, no século posterior -marca o início da revolução- os ganhos derivam da capacidade tecnológica, logo, os países buscaram desenvolver a qualquer custo, consequentemente aumentar a emissão de gases contribuintes para o efeito estufa. Para despertar a consciência ecológica, foi necessário a criação de escolhas ambientais para a melhor relação natureza x desenvolvimento, sem comprometer as futuras gerações.

Além disso, o desenvolvimento afeta a vida animal. O rompimento da barragem em Mariana causou prejuízos ao meio ambiente devido ao excesso de matéria orgânica na água que diminuiu a concentração de oxigênio levando os seres vivos a morte -fenômeno conhecido como eutrofização- afetando toda a cadeia alimentar, também a população humana foi prejudicada principalmente com a perca de bens materiais. Nesse sentido, pôde-se aplicar o provérbio indígena “Somente após a última árvore para cortada, o último rio ser envenenado, o último peixe para pescado, o homem descobrirá que dinheiro não pode ser comido.”