Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 28/06/2021
“Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens.” As palavras de Pitágoras, filósofo grego engajado nas questões de ética e política, nos permitem formular uma análise crítica sobre a atual situação entre a humanidade e o meio ambiente, onde o ser humano poluí e devasta a natureza de forma desenfreada sem se importar com os prejuízos que isso causa ao próprio planeta que vive. Nesse contexto, começa se cogitar punições aqueles que insistem em causar danos à natureza e a frase do filósofo se faz necessária na nossa contemporaneidade.
Convém evidenciar, a princípio, que no âmbito da Constituição Federal Brasileira de 1988, está previsto no artigo primeiro o respeito à dignidade da pessoa humana. Todavia, tal princípio vem sendo desconstruído, uma vez que impera na sociedade uma cultura de força e poder, a qual por submissão pactua de maneira devastadora a integridade dos recursos naturais, comprometendo as gerações futuras. Essa subordinação abjeta está relacionada ao paradigma estático de hegemonia patriótica, estabelecida pela pressão social, que ligam a uma consciência crítica inepta a essa temática, por conseguinte, o desrespeito à dignidade, tanto na condição de sobrevivência, quanto no processo de inclusão social.
De outra parte, contrariando a tese do questionamento socrático, a ausência de pensamento crítico da sociedade abre portas a atos de desumanização do autoconsumo, praticados diante da negligência do Poder Público. Sob essa ótica, a cultura brasileira, em grande parte, estigmatiza as ações governamentais dentro de uma política falida de lei e de ordem, algo comprovado através das denúncias do Ministério Público Federal - MPF, contra os desvios financeiros destinados ao bem comum desse corpo social. Diante do exposto, o mau uso das verbas públicas, que aponta para a existência da atual crise econômica, inibe a igualdade de direito, e, assim, a degradação ambiental é legitimada.
É vital, portanto, que o Estado, em parceria com ativistas políticos, democratize os princípios constitucionais de proteção à vida, por meio de investimentos lícitos e coesos em Política Pública de combate ao subdesenvolvimento sustentável, para que, a partir da eficácia das políticas socioambientais, assegure, por fim, a contemplação da dignidade humana. É imperioso, ainda, que as escolas e as ONGs promovam debates a pais e alunos que visem romper com a hegemonia da classe dominante contra esse setor. Para tanto, deverão adotar o modelo proposto pelo pedagogo Paulo Freire, de uma educação politizadora, capaz de construir uma nação crítica e consciente em seus direitos e deveres.