Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 05/07/2021
O escritor e filósofo Thomas More, para intitular um romance filosófico em 1516, criou um termo chamado Utopia. Em sua definição significa qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, um lugar de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos. Nota-se que na realidade, isso não funcionaria, principalmente quando se trata do desenvolvimento de novas tecnologias para preservar a natureza, dado que o mundo é um lugar complexo, com ideias e ações diversas, e a ambição de indivíduos em satisfazer a ganância. Tal fato reflete uma realidade complexa e preocupante no que diz respeito aos seus efeitos sobre a população nacional.
Em primeiro lugar, é indispensável apontar a ambição descontrolada de certos indivíduos dificulta o desenvolvimento de uma solução. Segundo os dados da Global Forest Watch, o Brasil perdeu 54 milhões de hectares de cobertura arbórea entre 2001 e 2018. Isso significa uma redução de 10% da área florestal desde 2000, e estima-se que 66% desta perda ocorreu devido a fatores de urbanização e de agropecuária para fins comerciais. Desse modo, é notório como a busca por lucro subverte a moral do homem no abuso de recursos não renováveis, junto do apoio de companhias com a mentalidade brasileira de consumo onde quantidade é melhor que qualidade.
Outro fator importante a se expor é a inoperância na aplicação das respectivas leis pelos órgãos governamentais responsáveis no que diz respeito a essa situações. Como dizia o político francês Cardeal de Richelieu, ‘‘fazer uma lei e não velar pela sua execução é o mesmo que autorizar aquilo que queremos proibir. ’’ Nesse sentido, a falta do endurecimento das ações penais garante impunidade aos infratores, tornando-se um infortúnio, pois não há o temor por qualquer punição, servindo até de incentivo para a exploração dos recursos naturais. Cabe reconhecer, inclusive, que o desenvolvimento sustentável só é estabelecido a partir da harmonia entre três eixos essenciais: ambiental, social e econômico. Com esses indícios, mostra-se que o Brasil não está de fato preparado para a introdução de novas tecnologias mais sustentáveis, tendo em visto a incompetência no regulamento das leis e o despreparo geral que a nação encontra.
Evidencia-se, portanto, que a existência dessa problemática está presente na vida dos brasileiros, de tal forma que representa um perigo real para o futuro do país. Nesse sentido, a fim de resolver esse problema, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, com o apoio do exército ordene uma vigilância rígida sobre cobertura arbórea, no objetivo de acabar com qualquer tentativa de exploração ilegal. Junto disso, é preciso que a punição das leis seja mais rígida para aqueles que cometerem esses atos, mostrando a gravidade do crime.