Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 15/07/2021
O filósofo Thomas More, no livro “Utopia”, descreve uma ilha onde tudo o que era feito resultaria no bem comum, tanto em função das decisões políticas, quanto do trabalho. Na atualidade, tal termo se tornou sinônimo de algo perfeito e inatingível. Sob essa ótica, compreender o atual cenário encontrado, em que debate-se sobre a dicotomia de a sustentabilidade ser uma utopia ou uma realidade é substancial para a promoção de resoluções, uma vez que o uso indiscriminado de recursos naturais e os efeitos negativos gerados no meio ambiente são notados.
É preciso considerar, antes de tudo, que o conceito de desenvolvimento sustentável, o qual surgiu na década de 1980, propõe um método de desenvolvimento global que visa satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer as gerações futuras. Contudo, em um contexto neoliberal, as empresas buscam maximizar seus lucros, ainda que, para isso, os bens naturais sejam esgotados. Tal conjuntura é ilustrada pela produção energética do Brasil que, apesar de ser o terceiro país que mais utiliza fontes limpas de energia, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura, ainda possui, aproximadamente, 55% de sua matriz energética proveniente de fontes não renováveis. Por essa razão, urge a necessidade de medidas efetivas do governo para sanar tal problemática.
É válido ressaltar, ainda, a demanda de atitudes sustentáveis, haja vista que o progresso da raça humana causa diversos impactos ambientais, tais como o aumento da poluição, extinção de espécies e mudanças climáticas. Esse pretexto é ratificado pela revista Planeta, a qual destaca a chegada de um novo período, chamado de “Era da Humanidade”, no qual as profundas calamidades deixadas na Terra, pelo ser humano, são extremas e comparáveis aos processos naturais, como asteroides e vulcões. Tal contexto, que vai contra uma das Metas do Milênio, proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU), a qual visa garantir respeito ao meio ambiente, demonstra a urgência de ações de instituições internacionais para minimizar essa adversidade, visto que esferas federais estão inerentes a essa contenda.
Evidencia-se, portanto, que são muitos os obstáculos para se promover atos sustentáveis. Para contrapor essa situação, o Ministério do Meio Ambiente deve fazer acordos com empresas privadas, por meio da concessão de subsídios fiscais, que servirão de benefício a elas, a fim de reduzir o uso exagerado dos recursos naturais. Outrossim, cabe aos países, em ação conjunta à ONU, criar tratados mundiais de preservação ambiental, por intermédio de políticas punitivas, as quais serão aplicadas a quem não seguí-los, com a finalidade de diminuir as hostilidades cometidas contra o meio ambiente. Destarte, será possível conter tais impasses, à medida que as metas da ONU sejam alcançadas.