Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 17/10/2021
Uma das metas da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) é o desenvolvimento sustentável, que é fundamental para garantir a saúde do planeta e a sobrevivência das gerações futuras. Entretanto, esse objetivo está longe de ser alcançado, ora por causa dos hábitos de consumo da sociedade, ora pelo modelo econômico vigente na contemporaneidade.
Sob esse viés, é notório ressaltar como a população é responsável por tornar mais distante o desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, o filme “Wall-e”, produzido pelos estúdios Pixar, é uma animação que mostra a falha do ser humano com o planeta Terra, pois ele se tornou inabitável devido a produção exagerada de lixo. Infelizmente, esse futuro pode ser possível se não houver mudanças na forma como a sociedade gera lixo. Isso porque o consumo exacerbado de sacolas plásticas, por exemplo, acarreta em problemas para o meio ambiente, uma vez que esse material leva anos para se decompor. Dessa forma, é inadmissível que o corpo social continue com os hábitos que prejudicam o ecossistema do planeta, tornando mais difícil alcançar o desenvolvimento sustentável.
Ademais, o atual sistema econômico vivido na sociedade também é um empecilho para que não se esgote os recursos para as gerações futuras. Nesse sentido, segundo o filósofo Karl Marx, em um mundo capitalista, a busca pelo lucro está acima dos valores morais éticos. Esse foi o motivo do desmatamento da floresta amazônica, que parte foi destruída para beneficiar o agronegócio e gerar riquezas para investidores. Desse modo, é inaceitável que a ganância seja um dos responsáveis por prejudicar o meio ambiente e a vida das gerações futuras.
Portanto, fica clara a necessidade de tornar o desenvolvimento sustentável possível. Para tanto, o Estado deve disponibilizar palestras sobre sustentabilidade para a sociedade. Dessa maneira, os seminários devem ser realizados nas escolas, em horários diferentes, e disponíveis ao público. Além disso, a verba deverá vir do Ministério da Educação e da Secretaria do Meio Ambiente, afinal, esses são parte do poder executivo e devem administrar os recursos financeiros. O objetivo é ensinar a população como ela pode tornar possível o desenvolvimento sustentável, a partir das mudanças de hábitos.