Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 17/06/2022
A partir de 1760, através da Primeira Revolução Industrial na Inglaterra, que se espalhou pelo mundo, iniciou-se o processo capitalista, baseado no lucro e na superprodução. Com isso, cada vez mais, o desenvolvimento tornou-se meramente econômico, afastando-se da sustentabilidade. Assim sendo, são causados diversos problemas, como a perda de biodiversidade, intensificada pela poluição, e da fauna brasileira, agravada pelo consumismo.
Nesse sentido, a poluição é um fator contribuinte. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), oito milhões de toneladas de plástico, a cada ano, vão parar nas águas dos oceanos. Como resultado, cerca de cem mil animais marinhos são levados à morte, devido à ação humana contaminando seus habitats. Desse modo, a extinção de espécies é gradativamente frequente.
Ademais, o consumismo também é um empecilho para debate. Conforme o conceito de modernidade líquida, do sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade desta época é marcada pelo desapego e pela individualização dos indivíduos, na qual o consumo sobrepõe-se às demais coisas, intensificado pela obsolescência programada. Logo, é necessária uma extrema quantidade de matéria prima para atender tal demanda. Para tanto, utilizam-se métodos prejudiciais ao meio ambiente, a exemplo do desmatamento e das queimadas.
Portanto, percebe-se a inexistente relação dos recursos do planeta para o seu crescimento. Por isso, é dever do Estado adotar práticas sustentáveis e, através do Poder Legislativo, de grande intervenção social, criar leis de proteção à natureza, como tornar crime a poluição e o desmatamento sem reflorestamento, o qual também possui a função de fiscalizar o cumprimento de tal proposta, a fim de combater e punir essas práticas, de tal maneira a solucionar essa problemática e tornar realidade a utopia em questão.