Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 05/07/2022

A obra literária “Utopia”, de Thomas More, retrata uma civilização perfeita, isenta de impactos ambientais e ações inconsequentes. Para além da ficção, este cenário não é uma realidade no Brasil, visto que o país enfrenta dificuldades em relação ao desenvolvimento sustentável. Logo, é imprescindível discutir sobre os alicerces que sustentam esse revés, com foco nas consequências da urbanização e na crescente degradação ambiental.

Em primeiro plano, é preciso discorrer sobre o progresso urbano. Desde que a Revolução Industrial transformou a interação da sociedade com o meio ambiente, houve um aumento expressivo no uso de recursos naturais e na demanda por novos produtos. Nesse sentido, o pacifista indiano Mahatma Gandhi afirma que a natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a ganância. O país vai de encontro a esse pensamento, dado que o corpo social começou a se preocupar apenas com seus privilégios e se esqueceu de manter um equilíbrio entre o desenvolvimento e a sustentabilidade.

Em segundo plano, o aumento dos impactos ambientais potencializa o contratempo. O filme “O Lorax” ilustra uma situação hipotética sobre o futuro do mundo, que chega ao nível extremo da comercialização do oxigênio por causa do grande número de poluição e de desmatamento. Ainda que se trate de uma obra cinematográfica, fica evidente que os avanços esperados pela sociedade não devem buscar apenas resultados satisfatórios para os homens, mas também buscar a conservação e manutenção dos recursos naturais.

Portanto, é preciso mitigar os desafios do desenvolvimento sustentável no Brasil. Para tanto, o Ministério das Comunicações - responsável pelo gerenciamento de contratos publicitários firmados pelo Governo Federal - deve informar constantemente a população por meio das redes sociais, sobre os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) a fim de conscientizar os brasileiros sobre o cumprimento dessas metas criadas pela ONU. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que tem dentre suas competências a defesa das garantias constitucionais, fiscalizar por meio de servidores públicos se esses desígnos estão sendo cumpridos.