Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 10/08/2022

A Constituição Federal de 1988 assegura o princípio do desenvolvimento sustentável, por meio de normas que garantem um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, a prática é distinta dessa teoria, uma vez que há desafios que precisam ser vencidos para haver a execução da sustentabilidade no Brasil. Sendo assim, é essencial discorrer sobre a negligência estatal e o individualismo exacerbado que corroboram para a propagação dessa problemática.

Sob esse viés, vale ressaltar a inoperância governamental para combater as práticas não sustentáveis. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir a estabilidade social. Todavia, percebe-se a ausência de ações estatais que incentivem a busca e a fiscalização de atos sustentáveis, já que os órgãos reguladores se encontram defasados e permitindo o uso predatório de recursos naturais. Dessa forma, formam-se condições desvantajosas para práticas ecologicamente corretas e com isso, direitos ambientais são ameaçados.

Além disso, outro vetor recai sobre o egocentrismo existente na sociedade contemporânea. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a pós-modernidade é vigorosamente influenciada pelo individualismo. Assim sendo, poucos consideram a situação das gerações futuras devido a mentalidade superficial e imediatista de satisfazer seus próprios desejos e obter sempre vantagens pessoais, como empresários que investem em atividades poluentes para atender suas as altas demandas lucrativas. Com isso, limitam o desenvolvimento sustentável, pois o bem coletivo padece sob o jugo do egoísmo.

Depreende-se, portanto, que o Ministério do Meio Ambiente, órgão público responsável por melhorar a qualidade ambiental brasileira, deve contribuir para a resolução da problemática, por meio da fiscalização dos órgãos reguladores incumbidos de garantir as práticas sustentáveis no país, a fim de que a conservação seja uma realidade. Paralelamente, o Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas públicas de ensino, deve instruir seus alunos, por intermédio de atividades que ensinem a importância da coletividade, para que cresça uma nova geração menos individualista e que saiba preservar esse mundo para as próximas gerações. Logo, os direitos da Constituição serão efetivados.