Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 26/07/2018

Durante a Segunda Guerra Mundial,foram conquistados avanços no campo da medicina,como as cirurgias de transplante de órgãos.No cenário atual,essa técnica é utilizada diariamente para salvar inúmeras vidas.Contudo,no Brasil, a doação de órgãos ainda enfrenta empecilhos para a sua realização,os quais precisam ser superados, afim de assegurar a todos os cidadãos o direto à vida, que foi legitimado pela Constituição Federal de 1988.

Em primeira instância,é válido enfatizar, como entrave para a doação de órgãos, a baixa taxa de autorização da família do doador.Isso ocorre,em suma,devida à presença de um senso comum, o qual, indiretamente, influencia os membros dessa instituição a não aceitarem o processo.Prova disso, é a existência de algumas religiões que no seu contexto cultural consideram o procedimento abusivo e passam a condená-lo, contribuindo,assim, para a rejeição do mecanismo pelos familiares.

Em adição,convém salientar que de acordo com a Lei n° 9434 tais atendimentos devem ser realizados em um estabelecimento de saúde e por equipes médico-cirúrgicas de remoção e transplante previamente autorizadas,de fato coerente com a necessidade.No entanto, a realidade público-administrativa não oferece, muitas vezes, as condições necessárias para o Sistema Único de Saúde, ocasionando a formação de mais um obstáculo para a população de baixa renda ter acesso ao procedimento.

Fica evidente,portanto, a relevância de medidas que minimizem os impasses mencionados.Diante disso,compete ao Ministério da Saúde investir em novos centros de tratamento e em clínicas públicas especializadas  em transplantes, por meio de reformas estruturais, da compra de medicamentos e acessórios e da capacitação dos profissionais,com o intuito de atenuar a espera pelo procedimento,além de torná-lo mais acessível e eficiente.Por fim, ele, em conjunto com a mídia, deve criar campanhas de conscientização que informem sobre a importância da doação de órgãos e da defesa do direito à vida.