Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 02/08/2018

O avanço da tecnologia ajuda à medicina a aumentar a qualidade de vida dos seres humanos, entretanto, uma das barreiras que ainda não foi ultrapassada é a impressão de órgãos humanos para o transplante. Tendo em vista que esse problema não é resolvido pela tecnologia, medidas devem ser tomadas para enfrentar algo que, infelizmente, é um tabu para a sociedade, haja vista que a fila de espera por um órgão é bem maior do que a de doadores.

Em primeiro lugar tem-se a família como um empecilho, uma vez que é responsável pela autorização ou não de tal ação. A morte encefálica, é difícil de ser compreendida, já que as demais funções do corpo funcionam, mesmo que com ajuda de aparelhos, somado a isso, a religião, apesar de não discriminar tal ato, é dada como justificativa para a não retirada dos órgãos, acentuando um preconceito contra esse tipo de ação.

Em uma abordagem mais profunda, a falta de conhecimento contribui significativamente. De acordo com, ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), houve um acréscimo em 2016, de 15% na doação de órgãos. Entretanto, não é o suficiente para suprir a enorme fila de espera.

Torna-se evidente, portanto, que a falta de informação é o principal empecilho. Desse modo, campanhas publicitárias deveriam ser frequentes para que familiarize as pessoas com essas ideias, o Ministério da Saúde, juntamente com a igreja, realizarem a campanha da fraternidade sobre isso, encorajando os féis a tal ação. Além disso, com a mídia e palestras nas escolas, reforçar a importância da educação alimentar e de atividades físicas, visto que doenças como hipertensão, obesidade e diabetes são motivos pela a demanda. Para que assim, a morte de alguém, possa trazer a vida para outra pessoa.