Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 03/08/2018
O avanço das tecnologias, e consequentemente da medicina, vem melhorando a qualidade de vida dos seres humanos, contudo umas das barreiras a serem enfrentadas é a impressão de órgãos humanos. Tendo em vista essa problemática, que resultou em 2.333 mortes em 2015, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, medidas deve ser tomadas para a diminuição das filas de espera. Nesse viés cabe analisar a eficácia do sistema e medidas de incentivo para a doação.
Em primeiro lugar, o sistema existente no Brasil para o transplante de órgãos e insuficiente. Partindo do pressuposto que apenas a região Sul e Sudeste tem bases para fazer essa operação percebe-se que pessoas das demais regiões, são prejudicadas, uma vez que, devido à distância, podem não receber tal órgão, ademais, hospitais com estrutura para a retirada de dos mesmos para a doação não serão encontrados ali. Somados a infraestrutura, o sistema não conta com funcionários suficientes para explicar de forma devida como é feito a retira e a sua importância aos familiares, que são os únicos responsáveis por autorizar ou não a retirada de um órgão.
Em uma abordagem mais profunda, falta o conhecimento. De acordo com, ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), houve um acréscimo em 2016, de 15% na doação de órgãos. Entretanto, não é o suficiente para suprir a enorme fila de espera. O não incentivo a tal ação faz com que se torne um tabu na sociedade, e consequentemente, afasta os doadores.
Torna-se evidente, portanto, que o sistema deve ser aprimorado para uma melhor eficácia. Desse modo, o Ministério da Saúde deve exigir mais verbas para a construção de infraestrutura em capitais de alguns estados da região Norte, Nordeste e em Brasília, oferecer também, psicólogos e enfermeiros para instruir os familiares diante de uma perda por morte encefálica, a doarem os órgãos, frisando a importância dessa ação e que uma morte pode trazer a vida para outra pessoa. Bem como, juntamente com a mídia, trabalhar através de anúncios publicitários a necessidade da doação, despertando a empatia e solidariedade na população.