Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 07/08/2018

Doação de órgãos: um gesto de empatia.

Dos dramas à comédia, da distopia ao horror, os transplantes já foram tema de todo tipo de filme. Na trama “Uma Prova de Amor”, um casal tem uma filha com leucemia e é convencido pelo médico a ter um novo bebê que possa doar a ela os tecidos necessários à sua sobrevivência. Essa história nos faz refletir sobre a importância da doação de órgãos, da moral e da empatia.

No Brasil, a falta de informação sobre a doação de órgãos é um dos principais problemas que acarretam o alto número de pacientes que esperam por um transplante. Embora a quantidade de doadores tenha aumentado nos últimos anos, o número ainda é abaixo do necessário, visto que muitas pessoas morrem a espera de um órgão.

Outro desafio é a recusa das famílias que antecede a doação, devido à falta de confiança no serviço público. Ademais, há uma má distribuição de equipes especializadas para esse tipo de função, sendo que a maior parte delas se encontra na região Sul e Sudeste. No Brasil, mais de quarenta mil pessoas estão a espera de um transplante. Segundo a CNT, o necessário para suprir a demanda de qualquer país seriam vinte doadores a cada um milhão, um número relativamente baixo; entretanto, em nosso país, a taxa é de quatorze para um milhão.

Para que esse impasse seja resolvido e mais pessoas tenham a oportunidade de prolongar sua vida, faz-se necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas educativas sobre a importância da doação de órgãos, bem como palestras feitas por profissionais nas escolas, empresas e bairros. Ademais, o governo pode investir mais em equipes especializadas em todas as regiões do país, a fim de que a distância não seja um problema para os doadores e para quem irá receber o órgão. Outras medidas são necessárias; todavia, como já dizia Oscar Wilde, o primeiro passo é o mais importante na construção de um homem ou nação.