Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 28/09/2018
É indiscutível que, diante das questões preocupantes que assolam o Brasil, o dilema sobre a doação de órgãos é um embróglio que requer atenção. Segundo a Organização Brasileira de Transplante de Orgão (OBTO) o Brasil aumentou em 15% a doação em 2017, no entanto tal crescimento ainda se apresenta insuficiente para suprir a demanda da lista de espera. Nesse contexto, fazem-se relevante abordar não só a falta de informação da sociedade, como também, o déficit na estrutura ética dos profissionais que trabalham nessa linha de frente. Dessa forma fica evidente a ação das esferas governamentais nas estruturas sociais do país.
Em primeira análise, cabe pontuar que, apesar da crescente abordagem do Ministério da Saúde em realizar campanhas de cunho informativo sobre a importância da doação de órgãos, é unanime a questão da falta de esclarecimento mais detalhado sobre o assunto. Ademais, sabe-se que a o aval para doação parte da família do individuo no entanto, a emoção dificulta a decisão ainda mais quando o possível doador não deixa exposto aos familiares o seu desejo em ser um concessor. Não obstante, a falta de compreensão sobre a morte cerebral é uma das causas que os familiares recusa a doação, segundo a ABTO 47% das famílias se negam a doar o órgão de parente com morte cerebral .
Nesse sentido, a atuação dos agentes de saude deve ser colocado em vigor, uma vez que tal procedimento requer uma rápida mediação. Sendo assim, a ação desses profissionais em orientar, esclarecer e informar adequadamente os familiares sobre a importância da doação é de suma importância, alem disso devem mostrar de uma forma compreensível que a doação é a forma de transformar a dor em algo bom, porem essa carência na infraestrutura ética desses profissonas demostra que o sistema ainda é vulnerável.
Infere-se portanto, que é fundamental o embate desse impasse no Brasil. Para que isso ocorra é necessário que o Ministério da Saude em parceria com o da Educação usem de suas ferramentas para ministrar palestras mais esclarecedoras, ministradas por psicologos e especialistas com objetivo de fomentar a mudança de certos hábitos e pensamentos. Não menos importante, o programa de saude brasileiro deve intervir na conduta ética de seus profissionais promovendo cursos que os preparem de forma eficiente para que possam auxiliar de forma eficaz a família do doador e a do receptor também e dessa forma alavancar os processos de doações de uma forma menos burocratica para ambas as partes. Acredita-se que a somatória dessas ações, sera possível um avanço progressor na minimização das listas de esperas de doações.