Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 25/08/2018
Segundo o líder pacifista Mahatma Gandhi, não é preciso entrar para a história para fazer um mundo melhor. Nessa perspectiva, ficou estabelecido em 27 de setembro o Dia Nacional da Doação de Órgãos, o qual evidencia a importância dessa solidariedade para transformar vidas. Entretanto, no Brasil, ainda há impasses em seu avanço que dificultam a contribuição.
Em um primeiro plano, nota-se que a ausência de informação sobre a doação de órgãos caracteriza-se como um fator que impede a população de ter conhecimento sobre o assunto. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), muitas famílias, após a morte de seu ente, são resistentes à doação por motivos religiosos, éticos e até mesmo mitológicos, o que provoca o medo e ocasiona a estagnação dessa prática. Dessa forma, é importante que a mídia desconstrua possíveis inverdades e exponha o procedimento de forma clara.
Ademais, convém ressaltar a burocracia para o transplante de órgãos como prejudicial. O procedimento tem um dos protocolos mais exigentes para o diagnóstico da morte encefálica, disse o Comitê de Transplante e Doação de Órgãos (AMIB), o que resulta, muitas vezes, na complicação do quadro do paciente que busca o transplante. Logo, o Estado deve viabilizar medidas que acelerem o processo para que a fila de pacientes não cresça ainda mais.
Torna-se evidente, portanto, que a doação de órgãos no Brasil ainda enfrenta entraves para atender todos os indivíduos. Portanto, cabe ao Governo Federal direcionar verbas para que a equipe hospitalar consiga melhor o sistema burocrático a partir da agilização do método e assim garantir que mais pessoas se beneficiem. Além disso, cabe a mídia televisiva esclarecer acerca da necessidade da doação com debates ao vivo, para que a mensagem chegue nas famílias. Espera-se, com isso, que a máxima de Gandhi seja propagada e a problemática minimizada.