Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 24/08/2018
Por um futuro melhor
A doação de órgãos, ato solidário que pode salvar incontáveis vidas, é um dilema bastante presente na sociedade contemporânea. Nesse contexto, o Brasil, apesar de ter aumentado o número de transplantes de órgãos nas últimas décadas, precisa urgentemente tornar esse ato ainda mais frequente na sociedade brasileira. Logo, poder público e sociedade devem engendras ações objetivando sobrelevar os dilemas que impedem o aumento da doação de órgãos no país.
Um dilema que precisa ser superado é a defasagem do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, visto que 90% dos transplantes realizados no Brasil são feitos pelo SUS, segundo a União, é imprescindível que esse setor funcione minimamente bem. Entretanto, é comum a veiculação nos jornais de todo país a situação degradante que a saúde pública se encontra. Essa realidade, compromete significativamente a eficácia na coleta de órgãos, já que aparelhos responsáveis em preservá-los não funcionam adequadamente, além disso, não raramente, as equipes de profissionais não possuem preparo adequado para uma coleta rápida e efetiva. Dessa forma, a estrutura dos hospitais com equipamentos de qualidade e a preparação dos profissionais da saúde é essencial.
Outro dilema enfrentado é a falta de conscientização por parte da sociedade. Nessa perspectiva, dados do Ministério da Saúde explicitaram que a taxa de aceitação familiar para a doação de órgãos é de 56%, ou seja, quase metade das famílias brasileiras não permitiriam a doação de órgãos de um ente querido, o que é um número bastante relevante. Essa baixa aceitação é consequência da atual sociedade capitalista, a qual, segundo Durkeim, pai da sociologia, é caracterizada pela solidariedade mecânica, em outras palavras, é caracterizada pela prevalência do individualismo. Desse modo, é fundamental conscientizar toda população da importância e relevância de permitir a doação de órgãos.
Urge, portanto, que os dilemas acerca a doação de órgãos sejam superados. Para tanto, cabe a União, de início, investir na renovação dos equipamentos utilizados para a captação e transporte de órgãos que serão transplantados. Em seguida, deve disponibilizar cursos de especialização, gratuitos e periódicos, em práticas rápidas e eficientes de retirada e inserção de órgãos, pois, dessa maneira, a saúde estará bem aparelhada e treinada profissionalmente. Ademais, é importante que as redes de TV, com o apoio da União e de ONGs que militam nessa área, produzam novelas, visto que possuem apelo popular, que abordem a temática de doação de órgãos, demonstrando a importância dessa atitude e tirando dúvidas para, dessa forma, promover a solidariedade em detrimento do individualismo. Assim, o Brasil caminhará a passos largos para promover um futuro melhor para toda nação.