Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 18/08/2018

Segundo o escritor Franz Kafka, “a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”. Visto que essa questão é muito importante no Brasil essa situação se difere, pois o crescimento da demanda e a falta de disponibilizadores contribui para um maior tempo de espera nas longas filas, ademais, é preciso buscar soluções para mitigar esse problema.

É indubitável que a ausência de informações esteja ligada. Isso ocorre porque existe uma forte resistência, por parte da família, em realizar a doação de órgãos nos casos de morte encefálica. E, mesmo o laudo sendo uma dos mais seguros do mundo, o fato do coração estar batendo com ajuda de aparelhos faz com que os familiares deixem a ciência de lado e acreditem numa possibilidade do paciente voltar à vida, o que para aqueles que tem um breve conhecimento no assunto, descartariam esse pensamento, pois, nesse caso, todas as funções do cérebro são paradas por completo. Logo, percebe-se que a falta de conscientização sobre o assunto supracitado influência como fator propulsor da problemática em questão.

Vale ressaltar; também, que a falta de estrutura nos hospitais estaduais, atua como agente ativo nos impasses na doação de órgãos. Isso porque, em uma notícia feita pelo ‘‘Jornal Correio’’, os pais de uma jovem chamada Tainá -que sofreu morte cerebral- não puderam doar seus órgãos, pois nem no hospital ou nas regiões, não fazia-se presente os aparelhos necessário para a realização dos exames que liberasse o corpo para o processo de doação. Tal fato, mostra que o estado ainda apresenta algumas ineficácias na saúde e limita o aumento na questão de doação de órgãos além de apresentar falhas contra os princípios imposto na constituição, que assegura o direito á vida aos cidadãos.                           Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação junto as escolas, deve coloca em vigor disciplinas sobre saúde na grade curricular, além de realizar palestras e oficinas com a presença de quem recebeu transplantes onde os mesmo relatariam como tal acontecimento mudaram positivamente suas vidas, tais atividades estariam abertas a todas camadas da população com o intuito de conscientizar e desmistificar mitos sobre a doação de órgãos. Ademais, o Governo Federal junto aos Ministério da Fazenda, deve investir em infraestrutura tanto em aparelho quanto em aeronaves em cada estado afim de priorizar a agilidade no processo de doação de órgãos. Com isso, visaríamos o combate da problemática em questão tanto no tecido social quanto no constitucional.