Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 22/08/2018

De acordo com as leis Newtonianas,‘‘Todo o corpo tende a permanecer parado,a menos que uma força seja aplicada nele’’.Nesse sentido,os tabus sobre a doações de órgãos e a falta de infraestrutura hospitalar,são ás principais causas que impossibilitam que as doações de órgão saiam da inércia.Diante disso,convém analisar ás vertentes que englobam essa resistência associada  a esses problemas ‘‘doação de vidas ’’ no Brasil .

Em primeiro plano,é notória que os hospitais brasileiros não possuem condições para lidar com potenciais doadores,fazendo com que as doações de órgãos seja restritas aos maiores centros.Essa problemática, se deve ao fato que os doadores precisam de ambientes adequados , esterilizados,equipes médicas especializadas e medicamentos ,que muitas vezes, são escassos em hospitais do interior do Brasil.Sendo assim, devido essa negligência hospitalar, ficam inviáveis as remoções de órgãos .

Sob outra ótica, segundo o Ministério da Saúde, 43% das famílias recusam-se  doar  os órgãos do seu ente falecido,entre muitas causas duas são: a falta de preparo e abordagem médica, e o outro,devido a ignorância de informações .Outrossim, conforme Baudrillord, um sociólogo francês, as informações, mais do que meros dados, são criadoras de realidade. De forma análoga , é imperioso que a visibilidade sobre a questão de doação de órgão seja cotidiana e clara no país,assim como a importância do preparo médico nas notificações dos familiares .

Em síntese ,enquanto a força da educação e da iniciativa governamental não agir sobre as causas que impossibilitam a doação de órgãos , muitas vidas serão desperdiçadas. Portanto, é mister que o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação, reformulem as grades curriculares tanto do ensino infantil ao médio , quanto do ensino superior de cursos da saúde para visibilizar essa temática na população  e qualificar a abordagem dos profissionais da saúde. Também,é recomendável que o Poder público, por meio de Verbas públicas busque ampliar nos interiores as infraestrutura dos hospitais , para assim, evitar desperdícios de vidas.