Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 27/08/2018

Segundo o escritor português José Saramago, " Creio no direito à solidariedade e no dever de ser solidário". Diante dessa linha de pensamento, a doação de órgãos é caracterizado como um gesto de humanização, transformando paulatinamente a dor da perca em uma nova esperança de semear vidas.

No limiar do século XXI, a medicina apresenta no ápice dos avanços científicos, como os transplantes de órgãos que influenciam a saúde e determinam o rumo da existência humana.Com isso, de acordo com o recorte temático, a doação de órgãos requer que a central de transplantes envie uma equipe para conversar coma família do doador, para assim, os exames padronizados sejam efetuados. Porém, é notório muitas vezes os parentes negar tal procedimento por desconhecer o processo, o que é o impulsionador da dificuldade.

Outro fator importante, é que segundo o documentário " Anjos da vida: em busca da doação de órgãos", ou sejam sem a solidariedade de doar não existe transplante. Todavia, cabe reconhecer que grande parcela da massa social acredita que os concessores devem ser apenas as vítimas de morte cerebral, mas pode-se doar órgãos como o rim, fígado e medula óssea em vida. Contudo, a falta de campanhas de incentivos tem prejudicado os indivíduos que necessitam de transplantes, podendo chegar a óbito em filas da central de transplantes.

É evidente, portanto, que a doação de órgãos no Brasil ainda é considerada tabu, devido o desconhecer do procedimento e a falta de informação referente a temática. A fim de atenuar essa problemática, é necessária a atuação de equipes da assistência social e secretaria de saúde, para um melhor conhecimento sobre a prática de doar, realizando parceira com o governo baseado no modelo espanhol, na qual relata a taxa de doação de órgãos mais alta do mundo.