Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/08/2018
Intensificando-se no século XX, os avanços da medicina, como a descoberta da penicilina, tiveram perceptíveis consequências sobre a sociedade. Porém, no Brasil, evidencia-se a dificuldade sobre a promoção de doação de órgãos, uma vez que a taxa de doação é estatisticamente baixos e sua divulgação enfrenta barreiras seja culturais e morais. Nesse contexto, faz-se necessário analisar suas causas e consequências na sociedade, bem como propor métodos para reverter um dos problemas de saúde pública do país.
Em primeiro plano, é necessário observar como a estrutura detida pelo poder público interfere no impasse. De acordo com o Portal EBC, em pesquisa com o médico Oliveira Junior, 71% dos órgãos em potencial são descartados por administração e equipamentos deficientes. A partir desse dado, é possível entender como a falta de investimento, bem como interesse de poderes, como Ministério da Saúde, em implementar investimentos para reverter a situação agravam o problema. Por conseguinte o país entra em uma crise de saúde pública: o Estado falha em promover a manutenção necessária e interfere, muitas vezes, negativamente na vida dos pacientes.
Em segundo plano, é necessário entender como a cultura conservadora tem agravado o problema. De acordo o estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo mostra que 21% das famílias não praticam a doação de órgãos pela falta de conhecimento sobre morte encefálica, assim como 19% são referentes a religiosidades. Fato esse demonstra como a cultura conservadora associada à falta de informação e grande apreço pelo pós-morte podem agravar o problema. Dessa forma, a atual situação do país frente ao caso é a falta do conhecimento da massa sobre o assunto e falha na potencialização do incentivo à doação.
Infere-se, portanto, que a dificuldade em aumentar as doações de órgãos gera uma crise social e de saúde pública no país. Logo, cabe ao Ministério da Saúde projetar propagandas informativas sobre o tema nos variados meios de comunicação social a fim de informar as famílias sobre os processos de doação, assim como sobre o processo de morte encefálica. Ademais, ele deve também, associado ao Senado Federal, propor leis que viabilizem investimento em administração e equipamentos necessários para o manuseio correto dos órgãos. Assim, futuramente, será possível garantir a eficiente potencialização da doação de órgãos no país.