Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 02/09/2018

Durante a segunda guerra mundial que ocorreu entre 1939 e 1945, houveram grandes avanços na medicina como a invenção da penicilina, a melhoria de técnicas cirúrgicas e o início do transplante de órgãos. Atualmente, embora a  medicina continue em crescente avanço a doação de órgãos não cresce no mesmo ritmo, e por conta disso, inúmeras pessoas morrem dia após dia, em filas nos hospitais. Diante desse impasse, deve-se analisar como a falta de informação da população e a precariedade dos hospitais contribuem para o problema e como resolvê-lo.

Em primeira análise, deve-se observar como ocorre de fato o processo do transplante de órgãos. Quando se é constatada por exemplo, a morte encefálica, que é a parada irreversível do cérebro e suas funções, ainda há a possibilidade de outros órgãos serem retirados do falecido e doados a outras pessoas. No entanto, por conta da falta de informação da família, atrelado a preceitos religiosos e mitos acerca da conservação do corpo mesmo após a morte, muitas possíveis doações não ocorrem por conta da não autorização da família. Prova disso, são os dados divulgados pelo ministério da saúde que afirmam que a taxa da negativa dos parentes á doação de órgãos é de 40%.

Ademais, a precária condição dos hospitais também contribui para o problema. Isso porque, nos dias atuais é nítida para a população a falência do sistema único de saúde (SUS), pois este não tem recebido verbas suficientes do governo e quando recebe, não são bem distribuídas entre os hospitais. Como consequência disso, a estrutura da maioria desses hospitais está comprometida, e assim muitos órgãos são perdidos. Tal perda pode ocorrer ou na sua coleta, por serem contaminados de alguma forma, ou pela demora no transporte dos mesmos, tornando assim inviável a sua utilização.

Fica evidente, portanto, a necessidade de uma melhoria acerca do transplante de órgãos no Brasil. Para isso, é preciso que o Ministério Da Saúde em parceria com a mídia, divulgue, por meio de panfletos e comerciais, todas as informações necessárias sobre o processo de doação de órgãos, quebrando assim os mitos enraizados na sociedade. E preciso também que por meio destes, as pessoas sejam estimuladas a comunicar as suas famílias o seu desejo de ser doador. Ademais, esse ministério deve investir mais verbas na estrutura dos hospitais, melhorando principalmente o setor cirúrgico, impedindo assim que órgãos sejam perdidos. Só assim, o problema poderá ser verdadeiramente resolvido.