Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 05/09/2018

Em 1954, na cidade de Boston, o médico Joseph Murray, realizou o primeiro transplante vital bem sucedido e deu início aos processos doação de órgãos. No entanto, os brasileiros não usufruem plenamente da conquista de Joseph. Prova disso, é que de acordo com o jornal G1, hodiernamente, o Brasil tem 32 mil pessoas à espera de um transplante de órgãos. Nesse contexto, é cabível enfatizar como a falta de discernimento da sociedade acerca da morte cerebral aliada a precaridade hospitalar são fatores corroborativos na problemática em questão e ratificam intervenção nesse âmbito.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de informação no que tange a morte encefálica é uma entrave na resolução do problema. É indubitável que, quando o paciente morre, a família continua a acreditar numa possível recuperação, à medida que o coração continua batendo e o corpo ainda encontra-se quente. Somado a isso, o pedido de doação do hospital, muita das vezes, não tem resposta positiva porque os familiares da vítima estão fragilizados demais emocionalmente e, não sabem dizer se o indivíduo gostaria de ser doador, pois, nunca manifestou alguma vontade de doar enquanto estava vivo. Além disso, outro empecilho para a realização do transplantes, é a abordagem que os médicos, na maioria das vezes, fazem com as famílias, visando apenas conseguir um “sim”, para a realizar o procedimento e esquecendo que aquelas pessoas sofreram uma grande perda e precisam ser tratadadas com mais humanidade.