Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 15/10/2018
De acordo com um levantamento feito pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos(ABTO) o número de transplantes de órgãos no Brasil, aumentou em 15,7%.Entretanto,o número de pessoas na fila de espera ainda é muito grande, mesmo com o aumento das doações.Nesse sentido,deve-se analisar como a falta de informações e o individualismo causam tal problemática.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a falta de informações é uma das principais causas desse problema.Isso porque pouco sabe-se sobre a doação de órgãos como por exemplo como funciona o processo de doação e de como uma simples autorização pode salvar muitas vidas, mas, por conta dos mitos sobre a doação o processo de autorização fica mais difícil.Por outro lado, o tempo é muito curto para a decisão e autorização da doação e o momento é muito delicado. Esses fatores atrelados a falta de informações tem por consequência a negação das família para a doação de órgãos.De acordo com o presidente da (ABTO) o índice poderia ser mais satisfatório se a população tivesse mais acesso a informações sobre as doações de órgãos. Fica claro a necessidade de informar a população brasileira sobre a importância da doação de órgãos.
Além disso, há também o individualismo que colabora para essa problemática.Isso ocorre porque no pós-modernidade as pessoas tendem a não se envolver as relações interpessoais, conforme defendeu, o sociólogo Zygmunt Bauman na obra " Amor Líquido “.Por conseguinte, os indivíduos tendem a não se importar com a necessidade outro, mesmo possuindo a possibilidade de salvar a vida de outra pessoas, na maioria das vezes acabam visando apenas o que é importante para sí.Por conta disso, as pessoas deixam de se tornarem doadoras ainda em vida e as famílias deixam de doar os órgãos de seus familiares.De acordo com, a Central Nacional de Doação de Órgãos mais de 30 mil pessoas estão na fila de transplante no Brasil.Fica evidente que o individualismo exacerbado da sociedade impede que vidas sejam salvas.
Infere-se, portanto, a necessidade de aumentar o número de doações de órgãos no país. Em razão disso, o Ministério da Saúde deve elaborar campanhas e difundi-las na que abordem a importância da doação de órgãos e que explique como ocorre o processo com intuito de desmistificar e informar a população.Ademais, O Ministério da Educação deve incluir a disciplina de ética e cidadania no currículo escolar para que essas aulas possam desconstruir o individualismo exacerbado e desenvolver o habito de empatia para que futuramente esses alunos se tornem pessoas melhores. E apenas assim conseguir aumentar o número de doações de órgãos e conseguir salvar a vida de mais pessoas.