Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 01/10/2018

Desde a Revolta da vacina, a população vem criando dilemas envolvendo a saúde, como medo de vacinas, doação de sangue e até mesmo de órgãos. Ou seja, a doação de órgãos ainda é um impasse neste país. Assim, deve-se analisar como a herança histórica e a individualidade prejudicam a questão.

Indubitavelmente, a herança histórica é a principal responsável pela manutenção da dificuldade em doar órgãos. Isso decorre da Revolta da Vacina, quando a sociedade passou a ter receio de alguns tratamentos, fato que persiste até hoje, por meio do medo em fazer doações. Por conseguinte, cada vez mais pessoas sofrem óbito pela falta de doadores. No entanto, não sustenta-se a tese de que no Brasil -nona economia mundial- apenas 20% da população doe órgãos e cerca de 70% venha a óbito em filas de hospitais.

Além disso, nota-se que a individualidade é bastante presente na sociedade. Tal problema é evidente desde a ascensão do capitalismo, no século XIX, quando o individualismo começou a sobrepor-se sobre ao coletivo. Ou seja, as pessoas não comovem-se mais com o que as rodeia e passam a não permitir a doação de órgãos após o óbito, influenciando no aumento da fila de espera para recebimentos. Ademais, os órgãos acabam sendo desperdiçados, fato que, infelizmente, é a principal causa das mortes pela necessidade de transplantes neste país.

Diante dos fatos supracitados, nota-se que o problema é historicamente afetado pela sociedade e Estado. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Saúde em parceria com ONGs, deve atuar em campanhas publicitárias que informem que doações não prejudicam o doador e os bens que este ato pode proporcionar, fomentando informações necessárias para doar, por meio de redes sociais e televisões, com médicos que ajudem na disseminação de materiais sobre o assunto, a fim de aumentar o número de doações e diminuir as filas de espera. Outrossim, a causa da Revolta da Vacina será, de uma vez por todas, extinta.