Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 17/10/2018

Em 1954,foi realizado o primeiro transplante de órgão no mundo.O procedimento foi feito por uma médico americano, na cidade de Boston, localizada no estado de  Massachusetts,nos Estados Unidos da América.O órgão transplantado foi o rim e os pacientes eram gêmeos univitelinos.Entretanto,atualmente, décadas após iniciar-se a utilização dessa técnica, vários fatores dificultam sua amplificação,como a falta de informação,que resulta na recusa familiar de doar os órgãos do ente querido falecido, e o tráfico dessas estruturas vitais.

Sob esse aspecto,vale ressaltar que a desinformação é um dos principais empecilhos para que  a doação seja efetivada.Muitas pessoas não conhecem o processo de transplantação, e quando um  de seus familiares morrem, vítimas de morte cerebral,tipo de óbito necessário para que ocorra o procedimento,não permitem que ele aconteça.Em muitos casos,não acatando um pedido feito pelo finado ainda em vida.Situação que decorre, por eles não saberem que essa cirurgia sucede como qualquer outra, com total respeito ao paciente falecido.Esse fato resulta em um pequeno número de doadores,que ocasiona a morte de muitas pessoas que encontram-se na fila de espera por um transplante.De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Orgãos,ABTO, apenas no ano de 2015,2333 pacientes faleceram em razão disso.

Além disso, um outro motivo que colabora para tal cenário é o tráfico de órgãos.Pois esse potencializa a desconfiança das pessoas,por elas acreditarem que ao submeterem-se ao processo,seus órgãos serão extraviados e não chegarão ao destinatário final correto.Algo que contribui para isso,é o fato do Brasil ser uns dos principais fornecedores desse comércio ilegal, no mundo.Segundo o Ministério Público,todos os anos centenas de brasileiros viajam á África do Sul para retirar seus órgãos e vendê-los,ignorando todos os riscos dessa atitude.No Brasil,condena-se tal ação,prevendo penas de até 8 anos de reclusão.

Levando em consideração os argumentos apresentados, nota-se a importância da integração do Ministério da Saúde,do Ministério da Educação e as Mídias de comunicação,a fim de realizarem campanhas que esclareçam como é o processo de transplante e da sua relevância para milhares de pessoas.Esses também devem promover propagandas que apresentem a população todos os riscos da venda de orgãos,sendo eles de saúde ou de justiça.Outrossim,outra medida seria a parceria do Ministério da Saúde e o Poder Legislativo, no intuito de criarem leis que assegurem ao indivíduo que após sua morte,seu desejo de ser doador estará garantido,e disponibilizarem incentivos fiscais àqueles que forem doadores.Dessa forma, adotando tais medidas,muitas vidas poderão ser salvas.