Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/09/2018

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, na contemporaneidade, vê-se o contrário acontecer, tendo como consequência o regresso da doação de órgãos em nosso país. Nesse sentido, convém analisarmos os principais desafios desse fenômeno.

Inicialmente, é sabido que certo indivíduo pode estar apto a compartilhar órgãos quando for acometido por morte encefálica. No entanto, de acordo com o portal de notícias G1, em 47% dos casos os familiares - responsáveis por permitir ou não a legalização do processo de doação - se recusam a consetir com o procedimento. Logo, infelizmente, nota-se que por conta de atitudes egocêntricas inúmeras pessoas sofrem, muitas vezes vindo a óbto, pela falta de um transplante.

Outrossim, a carência de campanhas motivadoras cogita uma ampla adversidade para solucionar o impasse. Segundo o ativista político Martin Luther King, o que preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. Ou seja, infere-se que a falta de informação implica na diminuição de doadores. Sendo assim, é inadmíssivel o alto índice de cidadãos à espera de um transplante, levando em conta que seria possível reverte a presente situação caso houvesse um maior investimento em campanhas.

Desse modo, para que o ideal iluminista não seja apenas uma proposição teórica, mais uma medida prática, é necessário uma maior intervenção do Estado. Ademais, o Ministério da Saúde deve fomentar campanhas, por meio da mídia, com informações nas quais visem informar e mobilizar a sociedade sobre a importância de salvar vidas com o transplante de órgãos. Espera-se, com isso, uma nação em que o silêncio do cidadão de bem transforme-se em ações que viabilizem o apoio e incentivo à doação de órgãos.