Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/10/2018
No documentário Anjos da Vida, médicos e enfermeiros retratam a rotina e a dificuldade da doação de órgãos no Brasil. Conquanto, fora das telas, a falta de informação, a recusa dos familiares e a pouca mão de obra especializada, impossibilita a salvação de um maior número de vidas. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Primeiramente, a falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar órgãos. As campanhas publicitárias não são frequentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de doadores faz-se menor do que a real demanda. Dessa forma, a maior ingestão de bebidas alcoólicas e motoristas embriagados em períodos festivos, por exemplo, faz com que os acidentes no trânsito aumentem. Assim, a exposição deste problema pelos meios de comunicação e o incentivo a novos doadores ainda são escassos.
Ademais, os familiares por incompreensão da vontade do possível doador aliado ao desconhecimento do processo, em um momento de perda, torna a autorização do transplante ainda mais dificultoso. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 47% das famílias ainda recusam a doar. Soma-se a isso o despreparo de profissionais para diagnosticar e para convencer os familiares. Visto que, a insensibilidade em um momento doloroso, traz uma maior taxa da negativa familiar.
Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na doação de órgãos. Portanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de órgãos, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Logo, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a ABTO, deveria investir em qualificação para os profissionais, financiando treinamentos para identificação de uma possível doação e educação sobre o preparo psicológico para conversar com os familiares. Dessa forma, o número de transplantes seria cada vez maior, no Brasil.