Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/10/2018
A doação de órgãos pode ocorrer após a constatação de morte encefálica, ou em vida. No primeiro caso, o doador é capaz de salvar mais de vinte pessoas, podendo doar córneas, coração e entre outros. No Brasil,a carência de doadores acontece por dois grandes motivos:À falta de diálogo entre as famílias e a ausência de conhecimento em relação a doação. Aspectos, que prejudicam de forma direta na salvação de vidas.
Primeiramente,a recusa de familiares em autorizar a retirada de órgãos para doação é um grande problema, que tem como consequência o aumento da fila de espera para milhões de brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO): 47% das famílias brasileiras se recusam a doar órgãos de parente com morte cerebral. Aliás, entre janeiro e setembro de 2012, cerca de 6 mil pacientes foram diagnosticados com morte cerebral no País. Seus órgãos poderiam salvar a vida de quase 22 mil pessoas que aguardavam na fila de espera. Mas somente pouco mais de 1.800 deles se tornaram doadores.
Além disso , no universo da"falta de informação", abrigam-se crenças e tabus. Muitas famílias não permitem a doação por acreditarem que o corpo do doador sofrerá alterações ou ficará desfigurado. De acordo com a ABTO: 52% da população brasileira não tem o conhecimento correto em relação a doação de órgãos um fator determinante quando o assunto é salvar vidas.