Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 06/10/2018

A vida é a existência, estado de atividade incessante comum dos seres humanos, decorre entre o nascimento e a morte. Entretanto, quando ela é interrompida de forma precoce sem concluir seu ciclo natural resulta em dor. No entanto, ela ainda pode se perpetuar, porém, em outra pessoa devido a doação de órgãos. Contudo, ainda é um desafio a ser vencido por parte da sociedade médica, uma vez  à falta de informação e esclarecimento sobre o assunto.

Segundo o filósofo Nietzsche em sua obra “O homem Demasiado”, o que é bom  induzir a viver, e todas as coisas boas são fortes estimulantes para a vida, mesmo quando o livro é escrito contra. Dessa maneira, quando uma pessoa falece, e sendo um possível doador, ela pode salvar até 8 pessoas. Assim, o Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos é convocado a conversar com a família. Visto que é a família detentora do corpo e cabe  à ela a decisão. Em virtude disso, existe a importância de conversar sobre essa temática com os familiares.

Outrossim, o ato de doar salva a família toda. Além de minimizar a dor de quem perdeu alguém. Todavia, nem todas as famílias autorizam a retirada, uma vez que existe a ideologia de comercialização dos tecidos, isso faz com que diminua os doadores.  Porém os transplantes são feitos pelo Sistema Único de Saúde e não há critérios de etnia, sexo e  renda, sendo todos os 60 mil pacientes em lista de espera iguais. Ademais, o SUS fornece 96% dos procedimentos, sendo o Brasil referência mundial na área de transplante público no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Nessa perspectiva, se faz necessário a desmistificação sobre o assunto. Por isso, é importante que o Ministério da Saúde, juntamente com as prefeituras promovam núcleo de acolhimento nas unidades básicas, com palestras, para que a população tenha conhecimento sobre o assunto, além de apoio psicológico para quem sofreu alguma perda. E também que haja cartazes e propagandas reflexivas, a fim de incentivar a doação.