Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 06/10/2018

A doação de órgãos é uma atitude caridosa, vital para os receptores que necessitam de transplante, apesar disso, ainda é alta a taxa de rejeição no Brasil. Devido a falta de publicidade a população não tem consciência da importância de doar, por conseguinte, a quantidade de transplantações é pequena em relação ao número de possíveis casos. Outrossim, destaca-se a ausência de uma legislação que permita que as pessoas optem, em vida, por fazer o transplante. Desse modo, contribui para a baixa de receptores de órgão atendido, uma vez que podem firmar o compromisso de salvar vidas.

Em princípio, o Brasil é um dos países que apresentam os maiores índices de doações de órgãos, fato surpreendente, pois não está entre os mais desenvolvidos. De acordo com o Cadastro Técnico Único, Banco de Dados que monitora os transplantes, cerca de 35 mil pessoas aguardam por órgão no país. Decerto é resultado da escassez de campanhas publicitarias feitas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que conscientizem a população a respeito da necessidade de proporcionar uma vida melhor ao receptor.

Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o número de doações de pâncreas caíram mais da metade entre 2004 e 2014. Em razão da ausência de uma legislação que forneça ao indivíduo a possibilidade de fazer um cadastro como doador, já que em caso dele vir a óbito não tenha dúvidas ou empecilhos em sua opção de doar. Ademais, impede que doações sejam consolidadas, visto que fica à família a difícil tarefa de escolher que sejam removidos os órgãos do falecido.

Logo, faz-se necessário que, para aumentar o volume de doações, o Ministério da Saúde através do SUS promova palestras com médicos, para que as pessoas venham a se voluntariar como doadores, bem como as famílias dialoguem sobre a oportunidade de cada um preservar até oito vidas, a fim de diminuir a longa fila de receptores de órgãos no Brasil. Assim como o Ministério da Justiça por meio de emenda constitucional forneça ao indivíduo a opção de ser um doador, para que a pessoa realize seu desejo  de doar, com o intuito das pessoas se cadastrarem para o transplante.