Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 10/10/2018

Na Segunda Guerra Mundial, houveram mudanças positivas em relação a medicina, em que seu desenvolvimento trouxe possíveis transplantes de órgãos entre os soldados. Esse avanço tornou-se uma maneira de salvar milhares de vidas hodiernamente e é um procedimento muito conhecido. No entanto, há muitos brasileiros que necessitam desse tipo de transplante, mas por conta do baixo número de doadores, não conseguem.

A princípio, nota-se que a fila de espera por um transplante é muito grande, tendo 35 mil pessoas em aguardo e muitas dessas acabam falecendo antes de conseguirem o órgão necessário. Em contrapartida, o número de tráfico de órgão cresce a cada dia, evidenciando que tem como reverter o cenário de espera, mas que o meio ilegal e a condição financeira prevalece em relação a solidariedade em nossa sociedade.

Outrossim, percebe-se que há uma falha na comunicação entre os profissionais da saúde no momento do pedido da autorização familiar, por não transmitirem com sensibilidade a informação necessária, influenciando assim, de forma negativa, o consentimento da doação. Além do mais, o transplante não é um assunto discutido entre os familiares, o que traz  dificuldade no momento da concessão.

Portanto, para que o número de pacientes na fila de transplante reduza é necessário que haja por parte da mídia - meio de grande influência - uma divulgação em novelas, minisséries e telejornais a importância da doação e a necessidade de comunicar a família a respeito da vontade de se tornar um doador. Ademais, vê-se que o Governo deve criar um curso de treinamento para os profissionais da saúde desenvolverem a comunicação em momentos delicados e de grande influência no meio médico. Destarte, amenizará esse impasse social e muitas vidas serão salvas.