Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 12/10/2018

Segundo Freire, o saber sem um fim social será a maior das futilidades. Da mesma forma ter-se um procedimento avançado que salve vidas, como o transplante, mas não utilizá-lo , é uma grande “futilidade”. Desse modo, faz-se necessário expor os entraves de tal questão e seus possíveis benefícios.

Primeiramente, a demanda de órgãos doados vem crescendo ao longo dos anos, no entanto, ainda há inúmeras pessoas e famílias que não aderem a tal iniciativa, visto que, segundo o Ministério da Saúde (MS) cerca de 40% dos brasileiros negam a doação de órgãos de seus parentes; isso se dá ou por motivos religiosos, por desinformação sobre como é feito o procedimento, ou por não aceitação de que a situação do paciente é irreversível.

Ademais, a falta de estrutura de muitos hospitais brasileiros têm para que haja a retirada, o transportamento e a transplantação do órgão a potenciais receptores, gera o não aproveitamentos do material e, assim, muitas vidas são perdidas pois não recebem um órgão a tempo.

Outrossim, a doação de órgãos e tecido pode não apenas suprir uma necessidade funcional, mas também em alguns casos pode até ajudar um paciente com problemas de autoestima e depressão. Isso se dá por meio da transplantação de alguma parte do corpo, como nariz, orelha, face; com isso a pessoa volta a se sentir mais aceita e confiante a voltar a ter relações sociais.

Destarte, para que a doação de órgãos se torne mais comum na sociedade brasileira, é preciso que o Governo federal em parceria aos meios de comunicação realize companhas midiáticas que expliquem a importância da doação e seus impagáveis benefícios para quem recebe, para que, assim, a população se flexibilize mais quanto a esse procedimento. Cabe também ao Estado disponibilizar mais recursos ao MS, para que todos os hospitais tenham melhores estruturas, no intuito de diminuir significativamente o número de órgão não aproveitados.