Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/10/2018

Em 1968, no Brasil, houve o primeiro transplante de orgãos. Nesse sentido, apesar de sua importância para salvar vidas, a doação de orgãos enfrenta dilemas para a sua realização, devido à falta de informação e diálogo na sociedade brasileira. Diante disso, é preciso avaliar tal problemática para propor soluções.

É preciso considerar, antes de tudo, que o desconhecimento sobre a doação de orgãos é um entrave. Sob essa ótica, de acordo com Habermas, o diálogo é a base para o funcionamento da sociedade. No entanto, devido à pouco veiculação de informações sobre a doação, muitos indivíduos não reconhecem o seu valor humanitário e como se realiza tal procedimento médico. Por conseguinte, o número de doadores tende a diminuir e muitas pessoas acabam perdendo a vida por não receber o transplante, por isso, vê-se a urgência da elucidação dos cidadãos brasileiros.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de diálogo entre os familiares como um empecilho para a doação. Dentro desse contexto, segundo Franz Kafka, a solidariedade é o melhor sentimento que expressa a dignidade humana. Entretanto, essa máxima, muitas vezes, não é concretizada, uma vez que grande parcela da população não comunica a família sobre a desejo de ser um doador. Essa ação, porém, impede a realização do transplante, haja vista a necessidade da autorização da familiar, dessa forma, é evidente a importância do diálogo.

Entende-se, portanto, os dilemas para a doação de orgãos no Brasil. Para atenuar esse problema, é fundamental uma ação conjunta, na qual a mídia será responsável por disseminar informações sobre a relevância da doação de orgãos, por meio de campanhas e programas, como o ‘‘Panorama’’, a fim de aumentar o desejo na população em ser doador. Ademais, o Ministério da Educação deve incentivar o diálogo entre indivíduos e familiares, por intermédio de debates de palestras com profissionais de saúde, em escolas e universidades, no intuito de que a máxima proposta por Kafka se torne mais frequente.