Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 14/10/2018
A doação de órgãos ainda é um tema pouco discutido na atual conjuntura brasileira. Muitas pessoas não sabem sobre como e onde é feita a doação, dificultando o acesso de quem precisa de ajuda. Entretanto, é válido que a família é decisiva para a doação, sendo, nesse caso, o principal fator que atrasa o processo. Portanto, torna-se necessário a ação de políticas mais eficientes que visam reverter esse processo burocrático.
Em primeiro plano, por mais que as pesquisas apontam o crescimento das doações de órgãos ano após ano, o número de pacientes na fila do SUS (Sistema Único de Saúde) que esperam doações é sempre elevado, sendo que muitos falecem esperando algum órgão, como um coração, que poderia ser doado por um recém falecido, mas que, por processos de não aceitação ou consentimento familiar, não foi doado.
Visto que, para doar um órgão o processo não é rápido, e que muitas pessoas não são conhecedoras dos benefícios propiciados ou estão longe dos centros urbanos mais recorrentes às doações, ocorre um desinteresse do possível doador e dos familiares por não apresentarem condições favoráveis para doar, evidenciando a falha das políticas que auxiliam a doação de órgãos no Brasil.
No que tange ao problema exposto, é necessário a ação do governo, mais especificamente do Ministério da Saúde, para levar mais informação às famílias, através da criação de aplicativos para smartphones, formando uma rede entre doadores e recebedores, facilitando o processo de doação e, consequentemente, da salvação de vidas. Somente assim, o Brasil terá caminhos mais fáceis e rápidos para beneficiar quem precisa de auxílio.