Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 15/10/2018

A campanha “espalhe amor, doe órgãos” lançada em setembro de 2018, no brasil, teve como objetivo intensificar a manutenção do programa da doação de órgãos, programa este que ocupa lugar de destaque em rede mundial. Contudo, problemas como falta de informação a respeito da morte encefálica e a ineficiência dos profissionais de saúde quanto as notificações do feito, são obstáculos que impedem o avanço do seu verdadeiro fito, salvar vidas. Tal realidade mostra a necessidade de reformulação de alguns setores para mitigar a mazela.

Mormente, a morte encefálica ainda é um assunto pouco discutido no contemporâneo, fato esse que dificulta a manifestação da doação de órgãos advinda do feito. Observa-se, na trama Sob Pressão, a história de uma mãe, por não ter entendimento acerca do diagnóstico de morte encefálica de seu filho, via esperança do mesmo se recuperar. De maneira análoga, apesar do crescimento valoroso da doação de órgãos, 43% dos que são aptos para seres doados são negados pelos familiares responsáveis, segundo o Portal da USP, e um dos levantes da negação, além da fragilidade emocional ,é a falta do saber sobre o conceito morte encefálica. Sendo assim, fulcral a formulação de caminhos didáticos que desdobre sobre o tema e a sociedade tome ciência e esteja preparada para tomar decisões racionais em momentos difíceis de serem praticadas.

Outrossim evidenciado, é a demora na notificação feita pelos profissionais de saúde ao Centro de Captação de Órgãos, realidade que corrobora na diminuição das chances do órgão chegar a tempo de ser transplantado. Pulmão, coração e rins são órgãos com tempo limitado para utilização após a morte e ao inferir sobre a vida, cada minuto é crucial para quem precisa de partes vitais do corpo para sobreviver, pois já dizia o famoso ditado popular: “a hora não espera”.  Nessa perspectiva, é importante construir alternativas que mitigue o tempo de espera e aumente a expectativa de vida daqueles que tem esperança de ter a sua saúde restabelecida.

Entende-se, portanto, que a falta de gestão educacional é uma das causas para o crescimento da fila de transplante. A fim de atenuar a mazela, o Ministério da Educação, em conjunto com as escolas, use como intermediadores biólogos e psicopedagogos, por meio de palestras que agreguem pais e filhos em discussões sobre os preceitos acerca da morte cerebral, a fim de transmitir que, apesar da perda, muitas outras vidas podem salvas através da doação. Ademais, a Secretaria de Saúde, mediante os agentes frente a captação de órgãos, façam visitas periódicas  em hospitais seja público seja privado e instruam profissionais, principalmente, aqueles ligados a UTI e Centro Cirúrgicos da importância da notificação prévia, com intuito de garantir o menor tempo possível.