Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 15/10/2018
Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nessa perspectiva, a doação de órgãos deveria ser altamente utilizada, no entanto, no Brasil, o contrário ocorre por causa da alta burocracia para acontecer a doação e por não realizarem campanhas de conscientização sobre a necessidade de doar. Essa conjuntura dificulta a vida das pessoas que precisam de doação, causando entraves sociais.
Decerto, a burocracia e a pouca quantidade de doações são os fatores que mais prejudicam a concessão desses órgãos. Esse contexto negativo advém da falta de conscientização da população, que não conhece as necessidades da doação de órgãos para a sociedade e acabam não seguindo a lógica kafkiana. Além disso, há o excesso de burocracia pelo poder público, situação que dificulta imensamente os órgãos que são cedidos.
Em consequência dessa conjuntura negativa, todos os anos diversas pessoas morrem esperando uma doação, problema insustentável em uma sociedade contemporânea. Essa problemática crescente no país demonstra a inadimplência do poder público na manutenção do contrato social, teoria criada pelo filósofo Thomas Hobbes, que diz que a função do Estado é garantir os direitos do cidadão, ideia que não ocorre no âmbito da sociedade brasileira.
Faz-se necessário, portanto, que o Governo Federal diminua a burocratização da doação de órgãos, facilitando essa concessão e diminuindo a fila de espera nos hospitais. Além disso, é função da mídia televisiva conscientizar sobre a necessidade da doação a partir de propagandas, visando o aumento no número de altruísmos na sociedade, como idealizou Kafka. Desse modo, diminuirão as filas por espera de órgãos nos hospitais, melhorando a saúde e o país no geral.