Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 17/10/2018

Em 1954, na cidade de Boston, o médico Joseph Murray deu inicio aos atuais processos de doação de órgãos - capazes de salvar vidas –, ao realizar o primeiro transplante bem-sucedido da história. Entretanto, impasses sociais são responsáveis por impossibilitar o trabalho iniciado por Murray, de modo a tornar a doação de órgãos um problema na sociedade brasileira, o qual necessita solução. Portanto, dois fatores devem ser analisados: a carência de empatia e a insciência populacional.

Em primeiro plano, é necessário despertar a empatia entre os cidadãos. Prova disso, é que de acordo com o dicionário Aurélio, empatia significa a habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa, de maneira a entende-la. No entanto, isso não ocorre na sociedade brasileira, haja vista o alarmante índice de rejeição dos familiares no momento de aceitar a doação de órgãos. Logo, torna-se urgente políticas públicas que estimule a sensibilidade das pessoas, uma vez que, esse ato pode salvar vidas.         Ademais, o desconhecimento inviabiliza a doação. Nesse sentido, a Alegoria da Caverna escrita por Platão, narra a história de prisioneiros que por não abandonarem a caverna, desconhecem e ignoram o mundo fora. De maneira análoga, a população pela deficiência de dialogo e esclarecimentos deixa de conhecer a realidade, sobre a urgência de doar órgãos. Assim, enquanto o desconhecimento se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com esse grave problema social: a rejeição no momento de ser solidário.

Fica claro, então, a necessidade de solucionar os impasses da realização de transplante no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), elaborar um programa nas escolas, o qual incentive o diálogo, por meio de palestras – além de debates – sobre a importância de ser um doador, com o fito de sensibilizar os cidadãos. Por fim, é imprescindível o Ministério da Saúde, invista em propagandas midiáticas, as quais estimule o dialogo e esclareça as duvidas sobre a doação, com o intuito de modificar o senso comum. Só desse modo, o trabalho de Murray não será em vão.