Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 27/10/2018

O Brasil atualmente é o segundo país que mais se realiza transplante no mundo, segundo a ABTO, Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, porém esse número poderia ser melhor. Em pleno século XXI ainda existem vários paradigmas  a serem quebrados sobre a doação de órgãos, a falta de esclarecimento de que como funciona e o que se é preciso fazer é presente na sociedade.

Primeiramente, o preconceito em torno desse assunto ainda é alto, principalmente pela falta de informações e por desconhecerem a importância de um doador na sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma pessoa doadora pode salvar até vinte e cinco outras pessoas doentes. De certo, é evidente o avanço da tecnologia médica, as cirurgias são extremamente seguras, até mesmo aquelas feitas em vida, como é no caso de rins, fígado e pulmão e a rejeição baixíssima.

Além disso, diversas religiões não compactuam que seus adeptos doem ou recebam órgãos, outras recusam até transplante de sangue e tratamentos médicos, mesmo que isso possa salvar a vida. Logo, o impacto na sociedade é imenso, segundo estudos do Departamento de Saúde dos E.U.A., os números de doações de órgãos aumentariam cerca de 50% se fossem permitidos pelas instituições religiosas.

Portanto, faz-se necessário quebrar todos os tabus relacionados a doação de órgão. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde realizar ações a fim de promover a doação de órgãos, isto é, campanhas  e debates nas várias esferas sociais, como Universidades, repartições pública e também com líderes religiosos, no intuito de romper todos os preconceito e mostrar a importância para a sociedade. Ademais, investimentos na saúde pública são imprescindíveis, locais adequados e profissionais qualificados são de suma importância, para que a população fique mais confiante.