Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 26/10/2018

A dor pela morte de um parente pode transformar-se em alegria para outras pessoas. Um indivíduo, decretado com morte cerebral pode salvar até 14 vidas com a doação de órgãos.  Entretanto, observa-se que o Brasil não há transplantes suficientes para suprir a necessidade do país, visto que, há pessoas que ficam anos nas filas de esperas. Nesse contexto, não há dúvidas que a doação de órgãos é um desafio no Brasil, infelizmente, devido não só a negligencia governamental, mas também por falta de informação à sociedade.

Inicialmente, é valido considerar os avanços alcançados em relação a doação de órgãos no Brasil, entre eles pode citar-se que o número de órgãos doados é maior do que o número total de doadores porque, na maioria dos casos, uma mesma pessoa doa mais de um órgão. Nesse viés,  segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, a fila de pacientes ativos que esperam por um órgão, diminuiu na primeira metade de 2017.

Contudo, apesar das conquista anteriormente citadas terem contribuído para o aumento de doações de órgãos no país, a recusa dos familiares dos possíveis doadores continua sendo o principal entrave para que esse crescimento seja ainda maior.Isso posto, sabe-se que os parentes têm a palavra final sobre a doação ou não de seus órgãos, mesmo que, quando vivo, o falecido tenha deixado por escrito seu desejo de se tornar doador. E, isso acaba sendo um problema, uma vez que o assunto é pouco conhecido pela população. Logo, a falta de acesso à informação sobre os processos de doação ainda são o maior impeditivo para melhorar esse cenário brasileiro.

Diante dos fatos apresentados, nota-se que as filas de esperas para transplantes é uma questão não elucidada e que, por isso necessita de intervenção efetiva. A fim de ajudar a sociedade a ter maior reflexão e disponibilizar mais informações sobre essa temática é preciso que o Ministério da Saúde em parceria com as instituições de ensino superior elaborem um projeto social fazendo campanhas nas associações dos bairros, além do dia 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos. Sendo assim, alunos da área da saúde, realizem durante estágio obrigatório disseminamento de informações sobre a doação de órgãos. Outrossim ,esclarecimentos objetivos sobre,o que é morte encefálica e como e determinado o diagnóstico; explicar que após os procedimentos poder-se velar a pessoa ou cumprir rituais de despedida e informar que a cirurgia não irá deixar a pessoa deformada. Ademais, ao fim do projeto, seja disponibilizada a criação da carteirinha do doar para deixar explicito a vontade de doar, uma vez que, deixar a informação prévia sobre a vontade de doar os órgãos poderia amenizar a angústia das famílias nessa decisão. Portanto, solidariedade é o amor em movimento.