Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/10/2018

Em países como a Espanha, exemplo mundial na doação de  órgãos, as políticas governamentais de apoio a causa são essenciais para a condição de destaque do país. No Brasil, entretanto, as enormes filas de pessoas que aguardam um transplante representam um problema a ser enfrentado de maneira mais efetiva. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas desse impasse em nossa sociedade.

Inicialmente, é válido apontar a falta de informação sobre os processos de doação como um fator de relevância para essa situação que atinge grande parte dos brasileiros. Segundo o portal G1, 46% das famílias de pessoas que tiveram morte encefálica negam o pedidos dos médicos sobre permitir o transplante, isso se deve ao pouco conhecimento que os parentes têm a cerca da importância desse ato e ao medo que eles sentem em decorrência da situação de tristeza e luto na qual se encontram. Infelizmente, a ausência de políticas informativas e de apoio as pessoas que perderam entes próximos influenciam de forma negativa a condição de vida dos outros indivíduos que aguardam doação.

Ademais, a falta de estrutura hospitalar é outro aspecto que impossibilita o crescimento de órgãos doados no país. De acordo com om Jornal Folha de São Paulo, 50% dos órgãos potencialmente aptos a serem transplantados são desperdiçados em virtude da escassez de profissionais capacitados para realizar esses procedimentos e a ausência de UTIs que tenham habilidade para abrigar esses doadores, um fato que ocasiona a aumento de pacientes na espera por um doador. É lamentável ter a ideia de que a alta taxa de impostos cobrada aos brasileiros não seja capaz de atender as necessidades básicas do ser humano, sendo elas saúde e qualidade de vida.

Desse  modo, para amenizar esses desafios, é necessário que o Governo crie políticas informativas sobre a importância e necessidade doar, por meio de campanhas nas escolas e bairros de todo o país a fim de expandir a informação sobre o tema, com o investimento na melhoria da infraestrutura dos hospitais e adesão de psicólogos disponibilizados aos familiares dos doadores. Espera-se, com isso, ampliar o número de doadores e tornar o Brasil um destaque nesse setor, assim como a Espanha.