Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/10/2018

Certa vez Madre Teresa de Calcutá disse que o mesmo sabendo que o seu trabalho era uma gota no oceano, sabia que sem ele o oceano seria menor. Nesse sentido, o dilema da doação de órgãos se apresenta no Brasil. Isso se evidência não apenas pela falta de doadores voluntários, como também, pela negligência familiar mesmo com a existência da lei dos transplantes de órgãos. Por esse motivo, medidas devem ser consideradas para a resolução do impasse.

Referente ao tema, é possível enfatizar que o Brasil é destaque no contexto mundial de doação de órgãos. Dados da agência Brasil levantados em 2015 apontam que nos últimos 10 anos o número de transplantes cresceu 63,8%; um doador é capaz de salvar 8 vidas, e se houver morte encefálica, que é a interrupção irreversível das funções cerebrais, um doador é capaz de salvar ate 20 vidas, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Não Obstante, o impasse se encontra na demanda que é maior que o número de doadores. O Brasil tem mais de 30mil pacientes na fila esperando doação. A negligência familiar é um dos agravantes, pois no país, para tornar-se um doador, é necessário comunicar um dos familiares. Entretanto, há omissão na permissão muitas vezes por falta de compreensão da morte, se for encefálica, que exige o desligamento dos aparelhos, mesmo com a existência da lei 9434/97 que visa o cuidado de reconstituição do corpo.

Fica claro, portanto, a necessidade de doadores de órgãos no Brasil. De acordo com Calcutá, sem o trabalho o oceano será menor. Cabe aos governos dos Estados o debate do assunto visando esclarecer as questões por meio de palestras em hospitais, a fim de levar conhecimento a população. Como ao MEC Introduzir conteúdos que relacionem o tema que deve ser debatido nas escolas e faculdades. E à mídia a criação de campanhas de incentivo a doação, a fim de animar a população a respeito. Dessa forma será possível acabar com o dilema da doação de órgãos.