Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 28/10/2018
Ao longo do processo de formação das nações, no século XIX, a globalização adquiriu destaque, por meio da integração mundial. Com isso, surgiu o aumento do aparato tecnológico e científico. Entretanto, apesar de ter surgido revoluções na área da saúde,, algo que se tornou possível devido ao câmbio de informações, como o transplante de órgãos, nota-se uma postura de indiferença dos indivíduos, tanto pelo comportamento individualista, quanto por empecilhos familiares.
Primordialmente, é indubitável que, em uma sociedade capitalista, o interesse particular se sobressai aos dos demais seres. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, em sociedade, um indivíduo é responsável pelos demais, mesmo abstendo de preocupação em relação a isso. De maneira análoga, é possível perceber que os dilemas da doação de órgãos condizem com esse pensamento, haja vista que, embora um indivíduo rejeite o consentimento em doar seus membros funcionais e comunique tal atitude à família, ocorrerá consequências negativas acerca de quem necessita de um transplante, ou seja, mesmo que o indivíduo rejeite o consentimento de doar seus órgãos antecipadamente, sem que possua preocupações em relação a isso, afetará demais seres. Deste modo, constata-se a relevância do reforço midiático como forma de combater a problemática.
Além disso, destaca-se a barreira familiar que revoga a doação de órgãos. Consoante a Mahatma Gandhi, “ aquilo que se faz no presente determina o seu futuro”. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o empecilho da permissão do transplante de órgãos pode ser encaixado na concepção do filósofo, uma vez que, caso a família deixe de consentir a favor da contribuição de membros biológicos, acarretará em um aumento de chance de quem necessite não resistir devido a poucas atitudes de aprovação de doações, consequentemente acaba gerando extensas filas de espera. Por conseguinte, há o fortalecimento de escassez de doações devido a insuficiência da aceitação familiar.
Evidencia-se, portanto, que o empecilho da doação de órgãos é resultado de indivíduos que abstêm de preocupação com as necessidades alheias e do escasso consentimento familiar. A fim de atenuar o problema, faz-se necessário que o Governo Federal elabore um plano de implementação de campanhas publicitárias, aliado a mídia, por meio da divulgação em abrangência nacional, como a utilização de redes sociais, rádio e televisão; com o intuito de uma melhor aceitação e fazer com que os indivíduos reflitam sobre que essa atitude pode salvaguardar vidas. Destarte, o aprimoramento científico será utilizado visando ao bem-estar dos indivíduos.