Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 30/10/2018

Indubitavelmente, um dos dilemas enfrentados no campo da saúde é o desconhecimento da população frente a doação de órgãos. Por conseguinte, tal fato reverbera na grande fila de espera por transplante e em prejuízos para o tratamento dos pacientes. Outrossim, a desinformação das famílias, bem como a burocracia exigida do processo, são barreiras à transposição de órgãos e tecidos.

De fato, a divulgação de campanhas referentes a importância da doação de órgãos nacionalmente é ineficaz. Nesse contexto, o Ministério da Saúde afirma que a quantidade de procedimentos realizados no Brasil cresceu consideravelmente na última década, mas ainda está longe do ideal, na Espanha os números chegam a 37 doadores por milhão de pessoas. Portanto, ainda há resistência das famílias, principalmente por falta de informação como também por questões religiosas e éticas.

Ademais, o tempo é singular para os procedimentos, desde as concessões, o transporte e a cirurgia de recebimento dos órgãos, tornando uma cadeia de ações muito delicadas. Todavia, as regiões interioranas são prejudicadas devido à difícil disponibilização de serviços de saúde adequados e a consequente centralização nos centros urbanos. Como resultado, é necessário o deslocamento de pacientes para as capitais com o intuito de serem contempladas ou doarem os órgãos.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessária a ampliação das políticas públicas para sanarem essa problemática. Cabe, portanto as mídias de comunicação em massa, fomentarem a importância da doação de órgãos, por meio de campanhas publicitárias, que exponham os benefícios causados e quais as medidas que devem ser adotadas, a fim de desmistificar o processo. Além disso, o Ministério da Saúde, deve desburocratizar e descentralizar todos os procedimentos dos grandes hospitais e nos centros urbanos, mediante a capacitação dos profissionais, com objetivo de abranger as demais regiões. Assim o transplante de órgãoes é uma forma de multiplicar vidas.