Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 30/10/2018
O primeiro transplante de órgão bem sucedido foi de um rim entre dois irmãos gêmeos idênticos, realizado em Boston nos Estados Unidos, que baseou-se nas pequenas possibilidades de rejeição devido ao genoma idêntico dos irmãos. O sucesso desse procedimento, fomentou para que as pesquisas pudessem avançar e chegar no patamar atual, o transplante entre pessoas sem parentesco. Assim, a doação de órgãos é uma realidade possível e crescente no Brasil, porém a recusa da família e a falta de informação impedem que tal crescimento atinge a meta da Organização Mundial da Saúde.
Morte encefálica é quando um indivíduo não apresenta nenhuma atividade cerebral, porém, na maioria dos casos, apresenta um normal funcionamento dos demais órgãos, assim torna-se um possível doador de órgãos, porém poucas famílias autorizam tal doação. Como já pesquisado pelo Ministério da Saúde, parte das famílias justificam não saber a vontade do ente falecido e outras devido o luto recusam a doação de órgãos. No Brasil, as equipes de saúde responsáveis pelo contato entre a família e o centro de transplante, estão concentradas nas regiões do Sul e Sudeste, entretanto elas apresentam falhas, pois ainda a poucas famílias que aceitam a doação. Assim, um dos empecilhos da doação de órgão é a recusa da família do possível doador.
No Brasil, ocorreu um aumento das doações de órgãos, porém não é progressivo devido a falta de informação sobre a doação de órgão. De acordo com o portal do R7, a informação é um fator importante, pois sem saber que é um provável doador de órgão após um acidente, quais órgãos são possíveis a doação, a importância da doação, quais organizações promovem tal ação e como se tornar um doador, dificultam provável incremento. A ausência de ciência sobre a doação faz com que muitas pessoas tenham medo de doar e acabem preferindo a não doação, assim o desconhecimento impede que vidas sejam salvas. Logo, o sucessivo crescimento é barrado pela falta de disseminação de conhecimento para a população.
A doação de órgãos, portanto, apresentam adversidades como a falta de conhecimento e a família dos possíveis doadores que recusam tal ação. A recusa da família pode ser amenizada por meio do aumento de equipes de saúde especializadas e da maior aperfeiçoamento das equipes já existentes para que melhor trabalhem com tais famílias, com apoio e trabalho do Ministério da Saúde. Além disso, a ausência de informação pode ser suprido por meio de campanhas educativas nas redes sociais, na televisão, rádio e escolas, promovida também pelo Ministério da Saúde com apoio da mídia e do Ministério da Educação. A doação de órgãos é o fim de uma vida e do recomeço de outra.