Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 31/10/2018
Doação de órgãos no Brasil contemporâneo
No século XX, houve grande avanço na área da medicina em relação à transplantação de órgãos durante a Segunda Guerra Mundial, consequência que foi positiva para toda a humanidade. Entretanto, na contemporaneidade brasileira, a doação de órgãos é um dilema e torna-se um obstáculo a medida que os setores de educação e transporte não são incentivados, fatores que inibem a ação de familiares e aumentam os índices de mortalidade no país. Destarte, torna-se fundamental a intervenção de agentes nacionais e do Estado para resolver o impasse.
Incontestavelmente, ‘‘é errôneo servir-se de meios imorais para alcançar objetivos morais’’, dizia Martin Luther King. Nesse sentido, meio ao cenário corruptível no território canarinho, as empresas de transporte se encontram carentes de investimentos estatais e, por essa razão, há constantemente o aumento do descarte de potenciais doadores, levando ao declínio a possibilidade de suprir a demanda em hospitais, o que fomenta ainda mais a precariedade no setor da saúde.
Outrossim, ‘‘a educação é o grande motor para o desenvolvimento humano’’, como dizia Nelson Mandela. Analogamente, o conhecimento e a atuação dos meios de comunicação são essenciais na ação e disseminação de informações em relação ao assunto, pois, segundo o Hospital das Clínicas da UNICAMP, a ausência de instrução é o principal motivo para o não reconhecimento da morte encefálica por parte de familiares, o que fomenta a repulsa por parte dos mesmos à disponibilização do falecido para a distribuição de seus órgãos.
Logo, conforme a teoria Newtoniana, cada ação gera uma reação. Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com o Estado, devem investir no setor de transporte de órgãos com a compra e distribuição de ambulâncias e helicópteros, principalmente para a rede pública. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com o setor midiático, precisam elaborar campanhas, juntamente com os principais centros hospitalares, que revelem à população a importância do reconhecimento de possíveis doadores e seus efeitos através de propagandas e palestras ministradas por funcionários da saúde. Assim, o conjunto dessas ações possibilitará a diminuição dos índices de mortalidade no Brasil contemporâneo.