Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 31/10/2018
Segundo o filósofo inglês John Locke, é dever do Estado proteger e expandir os direitos a todos os cidadãos. No entanto, apesar do maior acesso a informação, a resistência da população em relação a doação de órgãos apresenta-se como um grande mal a ser enfrentado pela sociedade brasileira. Nesse sentido, convém analisar causas, consequências e possível medida para a redução dessa problemática.
De acordo com uma publicação do portal G1, cerca de 1,1 mil pessoas esperam na fila de transplante, somente no Rio Grande do Sul, grande parte por problemas renais. Este número poderia ser reduzido drasticamente, se algum familiar compatível doasse um de seus rins para a vítima, tendo em vista que, após serem submetidos pelo procedimento cirúrgico, ambos voltariam a ter uma vida normal rapidamente.
Além disso, em contramão ao pensamento do filósofo inglês, por conta do baixo investimento do Estado, diversas clínicas estão sendo fechadas na região metropolitana de Porto Alegre, onde ocorrem a hemodiálise, método de filtração de sangue de forma artificial, segundo o canal televisivo Globo News. Esse acontecimento é alarmante ao paciente, que necessita desse tratamento para se manter vivo, enquanto aguarda um doador compatível para solucionar o seu problema renal.
Dessa forma, a fim de seguir os ideais de John Locke e garantir os direitos desses indivíduos, o poder Executivo, em consonância com o Legislativo, deve garantir os direitos dos cidadãos que precisam de doação de órgãos, com a ampliação do investimento em institutos de saúde, como o de nefrologia, que são vitais aos indivíduos necessitados, com maior transferência de verba pública para essa área. Essa atitude beneficiaria esses indivíduos, que manteriam o tratamento enquanto aguardam um doador.