Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/11/2018
“O pulso ainda pulsa”, como cantado na música de Arnaldo Antunes, mesmo após a morte, visto que é possível haver vida após a perda de um ente querido. É nesse contexto, que a doação de órgãos surgem como ponte entre a morte e a vida porém, ainda a resistência da sociedade para com sua prática. No Brasil, 14,6 pessoas por milhão são doadoras, úmero ainda muito incipiente. Diante disso, faz- se necessário a desmistificação sobre a doação de órgãos.O SUS, no Brasil, sustenta de forma gratuita, desde a captação do órgão até o transplante, o programa de doação de órgãos. Todo o processso é feito de maneira ética e responsável, só sendo efetuada a captação dos órgãos quando é confirmado e fechado o protocolo de morte encefálica e com a autorização da família do morto. Ainda assim, muitas famílias se sentem inseguras com a prática pois acham que o fato dos órgãos estarem sadios para doação pode haver chances de seu ente voltar a vida ou acham que a cirurgia de retirada pode desfigurar o corpo para velório, entre outros dilemas. Nesse contexto, uma equipe multiprofissional é essencial para o esclarecimento de dúvidas e conseguir a aprovação da família. De fato é preciso muito amor pra poder pulsar, como na musica de Almir Sater, é preciso coragem para não interromper essa corrente de solidariedade que é a doação de órgãos. Nesse cenário de emoções à flor da pele, os profissionais de saúde precisam, também, correr contra o tempo, haja vista que os órgãos tem tempo limite para serem transplantados. Todos esses esforços parecem surtir efeito quando se vê que o número de transplantes no país cresceu em sessenta e três por cento, segundo o ministério da saúde.D