Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 18/02/2019

A campanha do “Setembro Verde”,lançada pelo Ministério da Saúde,busca ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos.Sob tal perspectiva,no Brasil,há a necessidade de fortalecer essa campanha,pois são poucos os índices de doadores.Nesse sentido,deve-se analisar como a falta de esclarecimento e a falha educacional influenciam na problemática em questão.

Em primeiro plano,é importante ressaltar que a ausência de informações,faz com que a população não saiba como o processo é feito.Outrossim,quando as pessoas são esclarecidas,elas entendem e se posicionam a favor,uma vez que a morte encefálica no Brasil é um dos mais seguros.A Espanha,por exemplo,é o país campeão em doação de órgãos e,mostra que com o apoio de políticas governamentais se pode aumentar o número de doadores.Assim,tem-se que melhorar a quantidade de informações em todos os meios de comunicação.

Em segundo plano,a falta de projetos de diálogos nas instituições de ensino representa um desafio a ser enfrentado.Em decorrência dessa fragilidade,constrói-se uma sociedade sem alteridade,ou seja,individualista que não se importa com o outro.Segundo o físico-químico James Dewar,mentes são como paraquedas,só funcionam quando estão abertas.Dessa forma,deve-se estimular os indivíduos desde cedo a ter senso humanitário e desconstruir a individualidade.

Torna-se evidente,portanto,que o Ministério da Saúde,em parceria com a mídia,deve passar as informações necessárias para os cidadãos,a fim de que fiquem instruidos sobre como é o processo de doação de órgãos.Ademais,o Ministério da Educação,por meio da modificação da BNCC,incluir o ensino detalhado do procedimento e da importância nas aulas de biologia destinadas ao Ensino Médio,com o intuito de garantir uma possível decisão que tenham de tomar sobre o assunto.