Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 19/02/2019
No último século, a medicina avançou exponencialmente. O surgimento de novos procedimentos e medicamentos permite que cada vez mais vidas sejam salvas. Neste sentido, a doação de órgãos também avançou, principalmente devido às descobertas de técnicas de operação. Contudo, percebe-se no Brasil uma resistência por parte da sociedade em relação à doação dos órgãos de familiares. Portanto, a negação das famílias contribui para frear o progresso das doações. Conforme exposto pelo Ministério da Saúde, metade das famílias nega a doação. Tomando como base as etapas das doações, posteriormente ao diagnóstico de morte cerebral, o médico deve pedir a autorização familiar para a doação. Todavia, em virtude do estado emocional da família, o desconhecimento sobre morte encefálica faz com que a autorização familiar torne-se a etapa mais delicada. Desse modo, a taxa de negativa familiar caracteriza-se como o principal desafio às doações.
Desta forma, a quantidade de órgãos doados é insuficiente e como consequência o tempo de espera na fila para transplantes do Ministério da Saúde pode durar meses ou até anos. Assim, pessoas morrem ou têm o estado de saúde agravado em decorrência da falta de informação. Ademais, os precários investimentos do governo em conscientização acaba gerando indivíduos leigos e sem conhecimento sobre a doação de órgãos, dificultando assim, todo o processo.
Dado ao exposto, o Ministério da Saúde deve incentivar a doação de órgãos por meio de campanhas midiáticas contundentes. Nessas exibições, médicos influentes no Brasil, como Dráuzio Varela, fariam esclarecimentos aos cidadãos de modo a orientá-los sobre a importância da doação, bem como dos processos que envolvem esse procedimento. Assim garantindo que famílias tenham menor resistência a autorizar a doação de familiares com morte cerebral. Dessa forma, essas medidas aumentarão os números de doadores de órgãos e consequentemente diminuirá as filas, possibilitando salvar mais vidas.