Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 20/02/2019
Em 1968 foi realizado o primeiro transplante de coração no Brasil, seis meses após o primeiro do mundo ter sido realizado na África do Sul, tornando o Brasil um dos primeiros países em tal processo. Desde então, inúmeros transplantes de órgãos e tecidos já foram realizados com sucesso. Todavia, a má distribuição das equipes que realizam transplante pelo Brasil, além da falta de autorização da família para a cirurgia, são algumas das problemáticas que impedem o aumento nos índices de doação de órgãos.
Segundo o Ministério da Saúde, há mais de mil equipes especializadas em realizar tais cirurgias de transplante, em conjunto com cerca de 400 unidades prontas para atuarem nessa área. Entretanto, de acordo Lúcio Pacheco, ex presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, tais equipes e unidades estão má distribuídas pelas regiões brasileiras, concentrando-se, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste. Sendo assim, alguns estados brasileiros carecem parcialmente ou por completo desse tipo de suporte.
Além disso, ainda há o impasse da falta de autorização familiar para a realização da cirurgia, como é possível observar na série estadunidense Grey’s Anatomy, aonde é descrito em alguns episódios a problemática de conseguir o consentimento dos familiares para o processo, seja por motivos religiosos, étnicos ou sentimentais. Dessa forma, muitos órgãos viáveis para doação são desperdiçados, aumentando o número de mortes.
Logo, é necessário que o Governo, com o auxílio de ONG’s, realizem palestras visando a conscientização da sociedade como um todo sobre a importância da doação de órgãos, além de planejarem uma reorganização da distribuição de equipes e unidades especializadas nesses tipos de cirurgia de forma igualitária para todo o país. Por conseguinte, o número de índices de pessoas salvas por tais procedimentos aumentará, tornando o Brasil cada vez mais desenvolvido e respeitado mundialmente no que diz respeito à doação de órgãos.