Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 11/03/2019
O Brasil possui o maior sistema público de transplante de órgãos do mundo, segundo o Ministério da saúde. Contudo, mesmo com toda essa capacidade o número de doações é baixo em relação a fila de espera que, atualmente, ultrapassa 41 mil pessoas. A carência de doadores de órgãos se dá principalmente pelo desconhecimento sobre o assunto e por mitos que envolvem o tema, o que gera negação a doação. Em vista disso, é necessário esclarecimento e incentivos aos familiares e à população.
Em princípio, o desconhecimento sobre a morte cerebral leva o familiar a acreditar que a pessoa pode se recuperar. Isso é consequência de pouca informação divulgada, como campanhas nas ruas e escolas, como também da abordagem médica com a família. Para isso, é necessário o parente saber que a autorização do é dada após a confirmação de dois médicos sobre o quadro do paciente.
Outro fator que contribui para a negação de doação são os mitos que envolvem o tema, como a antecipação da morte, a desfiguração do corpo e que o médico pode descobrir que o paciente é doador e não tentar salvar a sua vida. Essas desconfianças são reflexos de uma sociedade que não dá a devida atenção a esse assunto necessitando de reeducação para sanar as lacunas sobre a doação de órgãos.
Portanto, para melhorar a situação da doação de órgãos no Brasil é necessário que o Ministério da Educação em conjunto com o da Saúde introduza nas aulas de biologia das escolas um ensino detalhado sobre o processo e a importância da doação de órgãos, assim,será formado uma geração que tem conhecimento sobre o assunto e poderá tomar decisões conscientes. Igualmente, se faz necessário a realização de campanhas educativas realizadas por ONGs que prevaleçam o ano todo, afim de instruir e desmitificar assuntos que preocupam a população sobre doação de órgãos. Desse modo, os obstáculos que circundam o tema poderão ser sanados.